Basically, it is the end only

Julho 16, 2009

No seguimento desta mensagem e fotografia final sobre a nossa sessão de encerramento, fica aqui também uma palavra final e formal – este avatar cibernético do curso As Outras Índias termina aqui. Obrigado a todos os participantes e leitores e até uma outra oportunidade!


Tarefa cumprida

Julho 8, 2009

   Parece que a sede da Fundação Champalimaud, projecto do arquitecto Charles Correa na zona da Docapesca em Pedrouços, estará concluída a tempo das comemorações do centenário da República, em Outubro de 2010. 

http://www.fchampalimaud.org/newsroom/detail/centro-de-investigacaeo/

O site do atelier dele também é fantástico. Clickem em ‘institutions’ para  o projecto da FC:  http://www.charlescorrea.net/

Não percebo bem aquela relação com o 5 de Outubro, mas um aspecto interessante do projecto – e refiro este tópico só porque passo pelo estaleiro todos as manhãs, ao vir para Lisboa de comboio – é ficar quase contíguo à Torre de Belém.

Foi daquele local que partimos para encontrar o caminho marítimo para a Índia. O círculo como que se fecha agora. Levámos para lá a nossa arquitectura, e eles agora regressam com a deles – um projecto inovador de um arquitecto  que, embora de Hyderabad, tem nome português…

Podemos assim ir descansar. Tarefa cumprida…


Tyeb Mehta

Julho 3, 2009

  Conheço mal a obra dele, mas lembro-me de há uns anos atrás, no período de fúria japonesa por obras de arte, um quadro dele ter sido vendido por 300 mil dólares, o que para arte indiana era inédito. No ano passado um quadro dele já se vendia por quase dois milhões; o quadro que está atrás dele na foto acima também foi ao milhão e meio. (Parece que só estou interessado no aspecto comercial da coisa…)

Pertencia a uma escola chamada Progressive Artists Group, nascida em Bombaím quando da independência:

http://en.wikipedia.org/wiki/Bombay_Progressive_Artists’_Group


Letter from India

Julho 3, 2009

India was changing when I arrived and has changed dramatically, viscerally, improbably in these 2,000 days: farms giving way to factories, ultra-cheap cars being built, companies buying out rivals abroad. But the greatest change I have witnessed is elsewhere. It is in the mind: Indians now know that they don’t have to leave, as my parents left, to have their personal revolutions.


Novas oportunidades

Julho 2, 2009

Há um post qualquer neste blog a falar dos últimos descendentes dos mughais, mas não o encontro.. É que hoje a notícia é a de que a uma trisneta do último imperador mughal foi dado um trabalho como moça de recados na Coal India estatal.

Madhu, de quem estamos a falar, é analfabeta e vive com a mãe num bairro de lata em Kolkatta, onde têm uma pequena tabanca para vender chá.

A situação em que vive com a sua mãe, Sultana Begum, viúva de Muhammad Bedar Bakht – descendente directo de Bahadur Shah Zafar – tem vindo a ser publicitada. Ela tem cinco filhas, todas já casadas menos a Madhu, a mais nova.

  A resident of Howrah in West Bengal and the great granddaughter-in-law of Bahadur Shah Zafar, Sultana Begum, seeks forgiveness at the Golden Temple in Amritsar on Tuesday for the atrocities committed by the forefathers of her husband on Sikh Gurus and Hindus. Her granddaughter Roshan Ara is also seen in the picture.

           


Os automóveis agora é que vão andar mais coloridos.

Julho 2, 2009

No Hindustan Times de hoje:

“In a pathbreaking judgement, the Delhi High Court on Thursday legalised gay sex among consenting adults holding that the law making it a criminal offence violates fundamental rights.

However, Section 377 of the Indian Penal Code which criminalises homosexuality, will continue for non-consensual and non-vaginal sex.

The High Court said “the provision of section 377 IPC will continue to govern non-consensual penile non-vaginal sex and penile non vaginal sex involving minors”.

The court clarified that “by adults we mean everyone who is 18 years of age or above”.

It further said that this judgement will hold till Parliament chooses to amend the law.”

Gay rights march in India       Ver imagem em tamanho grande

e no Financial Times:

“The verdict was made in response to a court case filed by Naz Foundation India, an organisation that promotes safe sex practices between men, challenging article 377 of the Indian Penal Code on the grounds that it violates India’s liberal, democratic post-independence constitution.

The existing law does not address same-sex acts specifically, but is a ban on “carnal intercourse against the order of nature”. It has been used mainly to prosecute male homosexuals, however.

The National Aids Control Organisation, which has backed the Naz challenge, says criminalisation of gay sex has hampered efforts to fight HIV/Aids among a high-risk group.

The home ministry, however, had warned the court that decriminalising what it terms “unnatural sex” could “open floodgates of delinquent behaviour and be misconstrued as providing unbridled licence for the same”.

Conservative religious groups across the spectrum, including Hindus, Muslims and Christian representatives in India, have echoed similar concerns.

However, social activists, gay groups and some liberal officials say such intolerance is a colonial import at odds with the older Indian acceptance of sexual diversity. Hindu mythology even has stories of deities temporarily changing their gender for amorous encounters.”

O site da Naz Foundation India: http://www.nazindia.org/

Já há uns dias atrás saiu um outro artigo sobre isto: http://www.ft.com/cms/s/0/36444532-64bf-11de-a13f-00144feabdc0.html

E o site de Siddharth Dube, que é mencionado no artigo: http://www.siddharthdube.com/    

E não resisto a uma nova entrada aqui no blog do príncipe de que o Constantino já falou…:     


Não pagamos!

Julho 1, 2009

Abriu a jóia da coroa das infra-estruturas indianas, a ponte Bandra-Worli em Bombaim.

São menos de 5 quilómetros. A portagem irá custar 50 Rupias (só ida, 75 Rupias ida e volta), cerca de um Euro, mais do que o salário diário da maioria dos indianos. Um Estado que privatiza e moderniza a custo dos cidadãos mais desfavorecidos, ou que taxa os que querem passear os seus Hondas e Tatas a 100 km/h?