Mais ensaios

Isto vai atrasado, mas estive uns dias sem acesso.  Umas leituras da semana passada:

Do Herald Tribune, uma penúltima ‘Carta da Índia’ de Anand Giridharadas, correspondente do jornal, e que segundo nos diz vai regressar aos Estados Unidos. O seu próximo artigo será o último escrito da Índia. Segundo vejo, estará agora a viver no interior de Goa, em Verla, a terminar um livro.

O artigo online tem o título “Once-Clear Thoughts Are Clouded”. O da edição impressa, e foi o que me chamou a atenção, chama-se “Questions I never got to answer”…    http://www.nytimes.com/2009/06/19/world/asia/19iht-letter.html?scp=1&sq=anand%20giridharadas&st=cse

   “Can one be “global” without being a mimic? Does the English language obliterate or liberate, disguising the caste and class of those who master it? Why is more culture flowing into India today than flowing out?

How can callousness to poverty mingle so closely with the warmth that Indians rain on family? Which will change India first, the trickle-down of compassion or the trickle-up of rage?

Why, when the world sees India as a great power, does India see itself as Burundi? Beyond its own affluence, what kind of world does India want? What will it do to build it?

And what can the world’s Irans learn from Indian democracy?

Is a land with such beauty and possibility, with these vast questions still to answer in my lifetime, a land whose addiction can ever be escaped?”

Os variados comentários a este artigo são de passar também os olhos: http://community.nytimes.com/comments/www.nytimes.com/2009/06/19/world/asia/19iht-letter.html

E o blog dele  é de visitar : http://anand-g.blogspot.com/ .

   Em seguida, um artigo do Aravind Adiga no Daily Beast, um blog da Tina Brown que vale a pena seguir. É sobre o seu próximo livro, ‘Between the Assassinations’ (já referido atrás num post com peças da Newsweek…), sobre a Índia nos 7 anos entre o assassinato de Indira Gandhi e o do seu filho Rajiv:  http://www.thedailybeast.com/blogs-and-stories/2009-06-10/half-blinded-by-india/

 E por fim, um ensaio que não tem a ver directamente com a Índia mas muito interessante, para quem se interesse sobre a íntima relação entre geografia e história política, que aliás tem sido bastante referida neste blog. Chama-se “A Vingança da Geografia’” e é do Robert D. Kaplan (não confundir com o neo-con Robert Kagan..), que não deixa de ser muito pouco ortodoxo, de modo que se pode dar sempre um devido desconto. Mas é casado com uma açoriana…

http://www.foreignpolicy.com/story/cms.php?story_id=4862

Já provocou muitos comentários, compilados numa secção chamada ‘A vingança dos geógrafos’, que mereceram nova resposta de Kaplan… : http://www.foreignpolicy.com/story/cms.php?story_id=4979

2 respostas a Mais ensaios

  1. Sérgio Mascarenhas diz:

    Apenas uma nota para dizer que o livro de Mahan mencionado no artigo de Kaplan pode ser obtidos no projecto Gutenberg em http://www.gutenberg.org/etext/13529.
    Outras obras do mesmo autor em http://www.gutenberg.org/browse/authors/m#a5116.

    Infelizmente aí não constam as obras dos outros autores.

  2. Sérgio Mascarenhas diz:

    Depois de lido o artigo do Kaplan, as críticas e as respostas devo dizer que concordo no essencial com a sua conclusão: o Irão é um dos pontos nevrálgicos do mundo contemporâneo.

    Aliás, penso isso há muito tempo, como o Constantino poderá comprovar. No entanto o meu raciocínio baseia-se em bastante mais do que questões de configuração geográfica e prende-se bastante com a minha leitura da expansão portuguesa e europeia. Ou seja, a minha visão é marcadamente da de Kaplan.

    E, já agora, do meu ponto de vista a última coisa que o ocidente deve fazer neste contexto é utilizar a expressão “battle for the hearts and minds”. Não apenas porque me irrita profundamente (irrita mesmo profundamente), mas porque mesmo sem nunca lá ter ido suspeito de que irritará profundamente os iranianos e quaisquer outras pessoas a quem seja aplicada. É que a grande questão do nosso tempo não é o ocidente ganhar as “hearts and minds” seja de quem for. A questão é os ocidentais deixarem que os iranianos ou sejam quem for lhes conquistem as “hearts and minds”. It has to go both ways.

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