Don’t believe the India Hype

Já que estamos numa de desconstruir com maior moderação e sobriedade a muy nacionalista narrativa “Superpower India 2020”, recomendo este artigo de Razeen Sally, no WSJ, com uma análise muito lúcida:

The Indian state, led by a neanderthal and venal political-bureaucratic elite, remains unreformed. It comprises a bloated, corrupt, tyrannical and grossly incompetent army of 20 million bureaucrats and their minions. It works for the benefit of the well-off with political connections, but it is still a crushing burden on the one billion-plus Indians outside the charmed circle of the upper and upper-middle classes.

Em relação à comparação com a China, tema debatida num dos posts mais abaixo, note-se também este parágrafo:

India Hype extends to “Chindia,” the notion that India plays in the same league as China as an emerging superpower. This is pure myth. China plays in a league of its own; India, Brazil and Russia play in a far inferior league. China’s economy is thrice the size of India’s; its goods exports are 10 times bigger; it is even ahead of India in the world services trade; it spends about 10% of GDP on infrastructure compared to about 5% in India; and its carbon emissions—a sure indicator of industrialization—are about four times higher.

É um artigo relativamente violento e peremptório, mas a tese fundamental é indesmentível: a Índia mantém uma estrutura pública, estatal e burocrática demasiado pesada para atingir as suas metas para 2020, nem se falando na utopia de “ultrapassar” a China.

3 respostas a Don’t believe the India Hype

  1. Sérgio Mascarenhas diz:

    É pena a leitura só ser acessível por subscrição. Não há outra forma de obter o artigo?

  2. alcipe diz:

    Quer dizer, a cartilha ultra liberal Thatcher – Reagan (que arrepiaria o Adam Smith, como disse recentemente o Sen) de desregulação à ganância e abolição de quaisquer regras de jogo viu-se que não funciona para os Estados Unidos – mas terá que funcionar para a Índia?

    Atenção, não estou a negar nem a minimizar os defeitos deste sistema. Só me permito pôr em causa os pressupostos ideológicos do artigo citado… Nem tanto ao Lenine nem tanto ao Madoff…

  3. Constantino Xavier diz:

    É verdade, um ponto de vista bastante ferrenho e partisan liberal, porventura a pedido da CII ou FICCI ou de um Mittal, Jindal ou Tata. Mas reitero, ignorando a hipérbole do autor: o seu diagnóstico e tese estão fundamentalmente correctos.

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