Aaja Jariwale Nile Aasman Ke Tale

          

Se o Congresso ganhar, Manmohan Singh continuará como Primeiro Ministro. Disse o PM ontem, quando do lançamento do ‘poll manifesto’ do partido do Congresso Nacional Indiano: “The world is in trouble, but we are the number two fastest growing country in the world after China…”

Promessas do manifesto:Ver imagem em tamanho grande

 

 

  • to enhance the quota of subsidised rice by 2 kg for each individual – the increase in the rice quota for each individual white card holder from four to six kg a month will place an annual burden of Rs. 4,000 crore on the exchequer.
  • assured power supply for nine hours daily to the agriculture sector
  • to continue the ongoing welfare and developmental programmes in a more focused manner –  flagship programmes such as Indiramma housing, Arogyasri health insurance scheme, three per cent interest for loans to SHGs and fee reimbursement to the students besides the massive irrigation schemes would continue.
  • the price of an LPG gas cylinder would come down by Rs. 100 per cylinder once piped gas supply to the household becomes a reality in the three or four years.
  • contentious Telangana statehood issue – to honour the stand taken by the government on the floor of the Assembly.
  • on SC categorisation – to pursue the issue of enacting a law in Parliament.
  • Jalayagnamhttp://jalayagnam.org/index1.php – to complete the incomplete projects in a time-bound manner.
  • to recognise the growing aspirations of the people of Mahabubnagar, Nalgonda, Prakasam, Nellore and the four Rayalaseema districts for a fair share in Krishna waters http://en.wikipedia.org/wiki/Krishna_River

Quem quiser ler as 33 páginas do Manifesto: http://www.aicc.org.in/new/home-layout-manifesto.php

PS – Sabiam que o partido do Congresso adquiriu os direitos da música Jai Ho do Slumdog (um verso da qual é o título deste post: ‘junta-te a mim sob o céu azul brilhante’, ou algo assim…), para uso na campanha?..

A letra foi escrita por este senhor,    Sampooran Singh Kalra , mais conhecido por Gulzar, um dos mais famosos letristas de Bollywood.

8 respostas a Aaja Jariwale Nile Aasman Ke Tale

  1. Constantino Xavier diz:

    Interessante, este anúncio de Singh como candidato declarado do INC ao posto de PM. Se para mim era certo que não seria nunca Sonia ou Rahul Gandhi, pensava que o INC iria adiar a decisão o mais possível, porventura até para depois das eleições.
    O que é que forçou o INC então a acelerar a decisão? A necessidade de, quanto antes, definir a sua estratégia governamental e assim minimizar a dependência de outros partidos. É uma posição de força (nega, desde já, a posição de liderança ambicionada por Mayawati), com o risco de afastar alguns potenciais parceiros de coligação, mas que define desde já a linha do partido. Um segundo factor é que o BJP também já tem o seu líder declarado. Mantenho, porém, a minha previsão de que estas serão as eleições parlamentares mais fragementadas da Índia pós-1947…

  2. ken5z9mana diz:

    e tens de incluir ainda o factor de have mudanças radicais nas ‘constituencies’ parlamentares, que já levou aliás o renegado Ghandi-neto, do BJP, a protestar mais do que activamente, por estar a perder eleitorado hindú… o que me leva a fazer uma pergunta: bem sei que o Congresso durante décadas serviu esse propósito, mas os tempos mudam – porque é que nunca nasceu um partido muçulmano na Índia, pelo menos com expressão mais do que meramente local? (o ‘All India Council of United Muslims’ tem um deputado de Hyderabad, mas é um partido com raízes quase maharajis…). Porque é que nunca apareceu uma alternativa muçulmana ao BJP?

  3. ken5z9mana diz:

    O Varun Gandhi aliás está desde sábado detido na esquadra de Pilibhit, no UP, mesmo nas costas do Nepal, devido aos seus excessos oratórios… Há exactamente 90 anos o avô dele, neste mesmo local, participou numa grande manifestação…

  4. ken5z9mana diz:

    80 anos, desculpem, 1929…

  5. Sérgio Mascarenhas diz:

    Quanto ao não aparecimento de uma alternativa muçulmana, a minha percepção é a de que os muçulmanos estão tão ou mais divididos do que os hindus na frente pública. O que os une são as questões domésticas ou os extremismos. No resto, não há unidade. Nem geográfica, nem étnica, nem cultural, nem histórica, nem económica. Por exemplo, há muitas zonas em que têm divisões de casta paralelas às hindus.

  6. ken5z9mana diz:

    subo então um pouco a parada, sérgio: é que não é só a ausência de partido nacional, ou perto disso, mas também todo o género de fenómenos que se passam quando a pobreza se junta a radicalismo. tudo bem, tem havido atentados, tem havido horríveis quase-genocídios comunais (a partir de que número é que é?, esqueço-me..), há inúmeros desequílíbrios, mas… se no iraque sunitas matam shiitas, e vice-versa, e ambos também na aparência respeitam ao mesmo deus, qual é o equilíbrio numa índia com 150 milhões de muçulmanos… o que me leva à mesma pergunta que deixei há uns dias aí, sobre a fina película que se consegue manter, quase intacta, a dividir pobre extremo e rico extremo.

  7. ken5z9mana diz:

    entrevista de Manmohan Singh no Financial Times de hoje: http://www.ft.com/cms/s/0/800e547c-1e20-11de-830b-00144feabdc0.html

  8. Sérgio Mascarenhas diz:

    A unidade do mundo muçulmano é uma meia ficção ocidental. As profundas divisões que atravessam o mundo muçulmano são bem conhecidas e não se restringem à cisão sunitas/chiitas. A Índia é um dos palcos onde as linhas de confronto se cruzam e reverberam ao toque das condições locais.
    Um exemplo entre tantos, os raros e pouco expressivos «velhos mouros» de Goa, herdeiros e descendentes da mourama acolhida por Albuquerque a partir de 1512 (*), olham com desconfiança e má vontade os «novos mouros» imigrados do Quêrala ao longo das duas últimas décadas…

    Mas essa unidade existe, é preciso é encontrá-la. É a unidade do extremismo.

    ABRIR PARENTESES – SEGUEM-SE IDEIAS MUITO, MUITO POUCO POLITICAMENTE CORRECTAS!!! – FECHAR PARENTESES

    Não, não estou a falar da Al Qaeda, estou a falar de um fenómeno bem mais antigo e com o qual o nossa país contacta desde os primeiros momentos da sua presença na Ásia, fenómeno que está na raiz do Al Qaeda: a exportação do extremismo islâmico a partir de Meca.

    As fontes portuguesas do século XVI referem o papel que Meca desempenhava na expansão militante do islamismo pela Ásia e África; referem como a peregrinação a Meca funcionava como factor de disseminação da ortodoxia islâmica; como para lá se viravam os pequenos e grandes potentados asiáticos e da África oriental à procura de apoios.

    Este foi e é o papel de Meca. Hoje desempenha este papel mais do que nunca e com tanta maior eficácia quanto é suportada pelas comunicações modernas que aumentam exponencialmente a capacidade de peregrinação e pelo estado saudita com os seus imensos recursos financeiros.

    A verdade é esta: Meca/Arábia Saudita são o fóco de promoção e expansão do extremismo e militância islâmica. Bin Laden veio de lá. O que o distingue da monarquia saudita não são os objectivos, são os meios.

    Deparei-me vezes sem conta com este fenómeno na Índia. Belíssimas e menos belas mesquitas antigas destruídas para darem lugar a pavorosos monstros de betão tendo em comum duas coisas: a arquitectura (?) de inspiração árabe; a pintura a branco com elementos decorativos verdes.
    Onde se vê uma mesquita assim vê-se dinheiro saudita e orientação ideológica de Meca. Fica-se a saber que está aí um centro de ortodoxia intransigente e de militantismo islâmico. Hoje como há 500 anos. (**)

    Hoje como há 500 anos. Há 500 anos, nos tempos de Albuquerque, o mundo islâmico assentou o seu poderio exactamente no mesmo factor: a energia que alimenta os exércitos.
    Hoje é o petróleo, há 500 anos eram os cavalos.

    Hoje como há 500 anos, de facto.
    Há 500 levantou-se um contrapoder a Meca, o Xá da Pérsia, o islamismo chiita. O Xá enviou os seus mensageiros para tentarem convencer os líderes muçulmanos sunitas da Índia e do Oriente a aceitarem o seu «barrete vermelho».
    Albuquerque, essa velha raposa, viu logo onde estava o seu interesse e do seu rei e tudo fez para se aliar ao Xá contra os mouros de Meca.

    Hoje como há 500 anos? Há 20 anos que os incompetentes e ignorantes ocidentais, seguindo a diligente liderança americana, andam a dar tiros no pé no mundo islâmico. Hostilizam quem deviam querer ter como amigos – os iranianos – , e aliam-se a quem deviam isolar num cordão sanitário com a espessura dos séculos – os sauditas.

    Não só os ocidentais. Os indianos deviam saber. É do interesse vital da Índia aliar-se ao Irão, mesmo que isso desafie frontalmente as «directivas» ocidentais. Falta espinha…

    (*) É verdade! Menciona-se a torto e a direito a «limpeza étnica» praticada pelo grande Afonso em 1510-1511 mas esquece-se que pouco depois ele estava a acolher em Goa mouros «classe média» ao serviço dos seus interesses.
    (**) Não visitei as mesquitas de Lisboa e Portugal mas uma coisa eu sei: enquanto elas não tiverem uma arquitectura pseudo-árabe e não forem pintadas de branco e verde podemos dormir descansados com os nossos «mouros». Se isto mudar, vêm aí chatices e das grandes.

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