Honra pouco o nome

Breaking news da Índia. E começamos a saga eleitoral…

Mais aqui.

A mensagem é simples, e transmitida de forma recorrente por toda a Índia pelos nacionalistas hindus: “metem-se connosco, levam. E mesmo que não se metam connosco, também levam.” O facto de estar a ter esta visibilidade deve-se só ao factor eleições, bem como a questões políticas circunstanciais (candidato ao distrito extremamente desfavorecido de Pilibhit, no estado-chave de Utar Pradexe, mexendo com os influentes interesses do Congresso e seu possível aliado Samajwadi Party naquela região). O Senhor Modi já disse e fez bem pior e continua lá, agora (como vimos) pronto a espalhar a mensagem para Goa também.

Só mais uma nota, em jeito de aquecimento para a aula de Sábado: Varun Gandhi (neto de Indira Gandhi, não relacionado com o Mahatma), é licenciado pela London School of Economics e Mestre pela School of Oriental Studies. É este cosmopolita o espelho da nova geração de políticos indianos? Como é possível acreditar na Sensex e, ao mesmo tempo, em Rama?

4 respostas a Honra pouco o nome

  1. outraindia diz:

    Um dos interessantes aspectos do sistema político indiano: a luta pelo nome «Gandhi». De um lado os herdeiros «legítimos», os do Congresso, da linhagem Indira. Agora liderados por uma indiana por afinidade, Sonia, e a tentarem afirmar uma nova geração no seu filho.
    Do outro lado os herdeiros «desapossados», Maneka Gandhi e o seu filho.

    Um feudo entre formações políticas, entre famílias, entre grupos sociais. Por quantas gerações mais?
    Sérgio

  2. ken5z9mana diz:

    “Como é possível acreditar na Sensex e, ao mesmo tempo, em Rama?” Porque não? Da mesma forma que se consegue acreditar num qualquer deus cristão (que há vários) e ser-se capitalista, seja no Euronext ou em Wall Street.. Ou da mesma forma que se acredita na bondade de Jesus e se mata em seu nome… Vai ser quente, no sábado…

  3. ken5z9mana diz:

    Quanto ao “metem-se connosco, levam. E mesmo que não se metam connosco, também levam.” , lembra-me alguma coisa… Ah, pois é, é de um país que até tem nos seus símbolos a frase “Em Deus confiamos”…

  4. ken5z9mana diz:

    “The argument that the free market and Christianity are compatible will be strengthened if it can be shown that the same is true for other religions. We will therefore attempt this project using Hinduism as our referent.

    We must keep in mind two characteristics of Indian culture. First, the typical Western split between the religious and the socio-economic realms is very limited in Hinduism, as it is indeed for most Oriental mentalities; practical social morality is supposed to agree with religious and philosophical precepts. Thus, codes of law which presumably derive from the latter can be regarded as part of Hinduism. Second, as there is no central religious authority to establish orthodoxy, the teachings of recognized spiritual masters are usually incorporated into Hinduism. In addition, let us state that we will refer here mainly to traditional and trans-historical doctrines and practices. Since Hinduism spans such a long period of time, and since India has suffered so many invasions, many socio-economic systems, including a sort of feudalism, have taken hold. And today the schemes brought about by modern ideologies–populism and democracy, for example–and other influences of modern Western civilization have prompted changes to Hinduism, some of them contrary to its classical doctrines.”

    O artigo prossegue em: http://www.acton.org/publications/randl/rl_article_194.php

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