Greater Eelam

Sonhos

Sonhos perigosos

No seguimento da nota inicial da última aula.

Jayalalithaa é considerada “moderada” e “pró-indiana” (aliada do BJP, por sinal), por isso imagine-se o que dizem e fazem as facções partidárias mais radicais do Tamil Nadu.

AIADMK general secretary Jayalalithaa said on Monday that the Sri Lankan Tamils issue would have a “definite impact” on the forthcoming Lok Sabha polls, claiming all sections of the people in Tamil Nadu were greatly distressed at the killing of Tamils in Sri Lanka. …

Tamil Nadu people were “agonised over the killing of their brothers, sisters and children” as reported in the media. Ms. Jayalalithaa argued that there was a widespread perception that the Congress-led UPA government had done nothing to help the Tamils.

3 respostas a Greater Eelam

  1. outraindia diz:

    Nunca fui procurar saber porquê mas uma das coisas que sempre me surprendeu foi o facto de a construção da «grande Índia» ter deixado de fora o Nepal e o Ceilão. É certo que houve momentos em que a Índia Portuguesa também não esteve no horizonte do congresso…

  2. Constantino Xavier diz:

    E as Maldivas, e o Butão, e a Birmânia (só se separa do Raj em finais dos anos 30)…e o Paquistão!

    Excelente questão, mas que na Índia poucos entendem, e menos ainda procuram responder. Vale a pena ler alguns dos discursos e escritos de Nehru, (Selected Works… vários volumes), bem como o seu Discovery of India, para perceber o que é que ele entendia, territorialmente, por Índia.

    Não é por acaso que o Butão foi, até há bem pouco tempo, um autêntico protectorado da Índia, e o Nepal, Bangladexe, Ceilão e Maldivas os “vizinhos pobres” da grande mãe-Índia (na perspectiva de Nova Deli, pelo menos até aos anos 90).

    A nível da política internacional e estratégia, há no entanto uma pista interessante: para os militares indianos, a “sua” região geoestratégica histórica e natural de influência é justamente essa, a do Raj colonial, de Cabul a Colombo e de Male a Rangum, mesmo que saibam que a sua ambição seja impraticável, ainda por cima com os chineses a entrarem em força na região.

  3. outraindia diz:

    Bem, eu diria que para os militares indianos a “sua” região geoestratégica histórica e natural é em primeiro lugar a do império mogor e dos sultanatos que o precederam. A herança britânica alarga um pouco o mapa mas em termos já antecedidos pelos mogores (alargamento a sul com Aurangzeb, se a memória não me falha).

    Os militares indianos não herdaram, por exemplo, a percepção da importância do mar e uma visão integrada do Índico e das suas ligações aos outros oceanos. Além disso, o Ceilão era gerido pelos britânicos independentemente da Índia, mais uma vez se a memória não me trai.

    Isto pode explicar em parte o “esquecimento” da antiga Taprobana. Outro factor deve prender-se com o facto de o Ceilão ser maioritariamente budista – essa “outra Índia” que desafia por dentro as ideias feitas sobre o passado da Índia moderna.

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