My name is Anthony Gonsalves

 

Já que estamos com Bollywood, ‘Amar Akbar Anthony’ é este filme de ’77 em que Amitabh Bachchan faz de um de três irmãos órfãos que são adoptados em separado, por um hindu, um muçulmano e um católico. Bachchan é o adoptado por um padre católico, e leva uma vida de ‘dandy’ à margem da lei. Vêmo-lo aqui a sair de um ovo de páscoa e a apresentar-se, “My name is Anthony Gonsalves”: http://www.youtube.com/watch?v=uYEM7rgVpP8 

O verdadeiro Anthony Gonsalves, a quem a música é uma espécie de homenagem, deve ter hoje 80 anos. Pertence a uma geração de músicos goeses que contribuiram de forma crucial para a era dourada do cinema indiano nos anos 40 e 50. Criados nas escolas paroquiais católicas, trouxeram os seus conhecimentos para o cinema; eram normalmente quem fazia os arranjos, pois só eles sabiam transpôr a música para a pauta. Tal como os compositores eram normalmente hindus e os escritores das letras muçulmanos de língua urdu. E foram pioneiros na fusão de várias influências, desde o jazz até ao fado, passando pela música clássica. Ver nomes como Sebastian D’Souza ou Chic Chocolate.

Parece que há um ano saiu um filme chamado “My name is Anthony Gonsalves”, que pega mais ou menos na história, com um órfão adoptado por um criminoso que o entrega a um padre. Não sei se será grande coisa. Ainda não li a crítica do Público!..

ImageMas entretanto há outro Anthony Gonsalves, este aqui à esquerda.  É  personagem na mais famosa revista de banda desenhada indiana, a Raj Comics. Apareceu há uns atrás e desconheço as razões porque o seu criador escolheu aquele nome para o herói. Os seus poderes, consultei o site da revista, raj.com, são fantásticos: nenhum arma o consegue matar, pois ele já está morto; e navega pelo ar como um espírito… ..jro

10 respostas a My name is Anthony Gonsalves

  1. Sérgio Mascarenhas diz:

    Grande! Os «clássicos» do imenso Amitabh nunca cessam de me espantar.

  2. outraindia diz:

    aqui neste blog refere-se as semelhanças entre a música bollywood ‘Aye Dil Mujhe Bata De’ e o fado ‘Coimbra’…. …jro

  3. Sérgio Mascarenhas diz:

    Dois nomes bem conhecidos. Dilip D’Souza, o cunhado da minha senhoria de Goa. Falante de português, da última geração indo-portuguesa de Goa e Bombaim.
    Naresh Fernandes, o editor da Time-Out Mumbai (anterior à edição de Lisboa, por sinal) com quem troquei música há um par de anos. Goês de Bombaim, dessa «casta» com uma presença sobredimensionada nos meios artísticos e culturais indianos.

  4. Sérgio Mascarenhas diz:

    E suspeito que a Nancy que aparece nos comentários seja a Nancy Adajania, crítica de arte e antiga responsável pela revista Art India. Mulher de Rajit Oskote, considerado o melhor crítico de arte indiana dos dias que correm.
    Depois de ela sair da Art India o seu lugar foi tomado por um sobrinho do falecido Manohar Sardessai.
    Bombaim é pequena, indeed.

  5. outraindia diz:

    foi ao naresh fernandes que fui buscar esta história toda!.: http://www.india-seminar.com/2004/543/543%20naresh%20fernandes.htm .jro

  6. Sérgio Mascarenhas diz:

    Pois, eu vi. O Naresh é bom rapaz. Era interessante o Constantino trazê-lo cá. Estás a ouvir? Quem sabe, pões a TO-Lx a tratar do assunto.

  7. outraindia diz:

    Mas o Sérgio, que se não estou em erro esteve envolvido na formação de músicos goeses em fado e guitarra portuguesa, e nesse espírito de enriquecer as relações luso-indianas, dando a Índia a conhecer aqui, era a pessoa ideal para trazer era um grupo inteiro de músicos, comandados até pelo Naresh Fernandes… Ou esse grupo goês a acompanhar a Mariza, por exemplo, ficavam três coninentes unidos pelo português e todos a sentirem a mesma coisa.. E em vez de xailes são saris.. Bem mais colorido. …jro

  8. Constantino Xavier diz:

    Tenho recomendado o Naresh para ser citado aqui nos media portugueses, embora concorde com o Sérgio: os Mumbai-goenkars, para além de sobre-representados na vida cultural daquela cidade (e da Índia inteira), têm por vezes umas opiniões e alinhamentos ideológicos sui generis, “very british”….

  9. outraindia diz:

    Ná, não vou nessa. Já fiz o que tinha a fazer. Agora é para os outros.
    E quanto aos músicos de Sari, fiz melhor. Pus as cantoras (Sonia Shirsat e Shantal Kotta) e os músicos (Miguel Kotta e Franz-Schubert Kotta) a cantar e tocar com trajes do Wendell Rodricks.

    No que respeita aos goeses da diáspora intra-indiana, falamos disso a 20 de Junho.

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