White Tiger

Falou-se muito no Slumdog… na última aula. Tenho uma outra sugestão para um retrato da Índia moderna: The White Tiger, o primeiro romance do jornalista Aravind Adiga, que ganhou o Booker. Mostra como faz toda a diferença (ainda) a classe em que se tem a sorte, ou o azar, de nascer. A mobilidade social não é assim tão fácil. E a vida de um motorista também não…

Francisca Gorjão Henriques

8 respostas a White Tiger

  1. outraindia diz:

    é na verdade uma série muito bem filmada e bem construída.
    o narrador tem, a partir do momento em que se justifica, uma leitura anti-britânica, até que no último episódio, se não se estou em erro, um sikh lhe afirma que sem os britânicos não teria haveria índia…

  2. outraindia diz:

    já estou a desatinar com isto, desculpe, francisca, mas o post anterior era para outro tópico. mas já agora, também gostei muito deste livro. as semelhanças que pode haver com o filme são ajustadíssimas.. jro

  3. Constantino Xavier diz:

    True, Francisca, mas embora o livro acabe de forma diferente, de forma menos épica, a linha é a mesma. Balram em Bangalore – uma história de sucesso, da aldeiazinha intocável, para chefe de empresa no “centro do centro”.
    O que, no entanto, achei mais impressionante, é a justificação que o júri do Booker deu para o prémio ao Adiga:

    “Mr Portillo said what set the book apart was its originality in showing “the dark side of India”. ”

    As voltas que a imagem da Índia dá….!

  4. outraindia diz:

    Constantino, Concordo que ambos são sobre a outra Índia da nova Índia. Mas não acho que a linha seja exactamente a mesma. O livro aprofunda mais a questão de: se queres chegar lá, e ainda que tenhas qualidades, tens que dar um tiro primeiro para quebrar a pirâmide social. No filme, a sorte é o principal detonador. E isto faz toda a diferença em termos do que pode ser expectativa de um povo.
    F.G.H.

  5. Sérgio Mascarenhas diz:

    Eu não li o livro mas vi o filme. Não, a sorte não é o principal detonador. O filme começa com uma pergunta fechada com quatro alternativas. Se bem me lembro a sorte é a 3ª. Mas o que nessa pergunta explica o que se segue no filme são todas as 4 alternativas, em particular a última.

    Sérgio

  6. Constantino Xavier diz:

    Sobre as semelhanças/diferenças o debate é como o copo cheio ou vazio.
    Mas sobre a questão da sorte, Jamal ganha aquele concurso sem sorte nenhuma – aquelas supostas “coincidências” que pontuam a sua experiência de vida são isso mesmo, experiência e estilo de vida, muito típico, maioritário aliás, aquele mesmo que milhões de outros Jamals também paartilham. Pelo menos parece-me ser essa a mensagem que Boyle procura passar.
    Se isso reflecte a realidade, é outra coisa. É por isso mesmo que lhe chamo um filme “fabuloso”.

  7. outraindia diz:

    A página 43 do Diário de Notícias de hoje é toda sobre o Aravind Adiga. http://dn.sapo.pt/2009/03/05/artes/o_autor_venceu_o_booker_nao_abandono.html
    …jro

  8. Constantino Xavier diz:

    Mas acho que está aqui uma coisa mal:
    “A personagem Balram é o protótipo do indiano médio que vive em Mumbai (ex-Bombaim),…”
    Não era Nova Deli, a capital política em que se trocam as malas de dinheiro e se bebem uísques no banco de trás?

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